Sábado, 18 Julho 2009

Guia para a abertura de uma empresa de gestão de condomínios em franchising

Nos últimos anos as empresas de gestão ou administração de condomínios têm proliferado em Portugal, sob as mais variadas formas jurídicas (sociedades unipessoais, empresários em nome individual, empresas). Não obstante a falta de regulamentação que todo o sector reclama, vários empreendedores optaram por criar a sua própria realidade enquanto prestadores do serviço de administração muitas vezes sem qualquer preparação ou conhecimento da área.
Para alguns a porta de entrada do negócio é a entrada numa rede de franchising que tenha associada uma marca poderosa e um conjunto de serviços de acompanhamento associados. Mas nesta área específica de negócio será o franchising uma boa solução? E quais os cuidados a ter quando optar por esta solução?. São perguntas frequentes dos nossos leitores que nos levaram a elaborar o presente texto.
São apontadas como principais vantagens da solução de franchising a possibilidade de montar um negócio sem grandes investimentos, financeiros e humanos, o apoio do franquiador (comummente designado por master) ao nível da formação e publicidade, a ligação a uma imagem comercial homogénea que transmite confiança ao mercado.
Contudo, existem alguns inconvenientes como a sustentabilidade do negócio na fase de arranque em face dos custos elevados de investimento inicial e o grau de controlo exigido nalguns contratos por parte do master (por exemplo, ao nível de necessidade de inclusão em base de dados de todos os clientes ou a exigência de clausulas penais que impedem na prática a resolução antecipada do contrato ou mesmo a cessão de posição contratual).

Por isso recomendamos uma análise detalhada do contrato com atenção aos seguintes aspectos:

Exclusividade do território. O contrato deverá ter uma cláusula que impeça o master de vender duas vezes o seu território operacional. A cláusula deverá ter uma redacção aproximada a esta: “O TERRITÓRIO OPERACIONAL em que a FRANQUIADA deterá o direito exclusivo para exercer o NEGÓCIO consistirá na área geográfica definida e especificada em Anexo ao presente contrato”.

Período de carência no pagamento dos royalties. O royalty o valor percentual que o franquiador fica do seu negócio. Varia habitualmente de 4 e 8%. Nalguns contratos estabelecem as partes que durante um período limitado de meses esta obrigação não existe por forma a que o negócio se possa implementar.

Direitos da Franquiada. O contrato deve incluir Assistência Operacional dada pelo franquiador sem quaisquer custos ocultos para a sua empresa (por exemplo na compra obrigatório de determinados produtos ou serviços a empresas do grupo), formação inicial respeitante ao negócio sem quaisquer custos, existência de Planos de publicidade e promoção com orçamento pré aprovado.

Cessão de posição contratual. Possibilidade de em determinadas condições ceder o seu negócio a terceiros, sem necessidade de autorização do franquiador.

Para o caso de ter ficado entusiasmado com a ideia de montar o seu próprio negócio neste formato deixamos aqui um conjunto de empresas do sector em Portugal e no Brasil que poderá contactar para negociar as condições de adesão do seu franchising.

Loja de Condomínio:
Investimento Total: 36.000 €
Direito de Entrada : 17.220 €
Royalties: 8 %
Taxa de Publicidade:
Duração do Contrato: 5 anos
Ajuda a Financiar: Sim
Dimensão mínima do Local: 30/40 m2
Requisitos do Local : Loja de rua
População mínima: Todas
Zona de Expansão: Todas

Contacto: Franquiger, SA
Sintra Business Park Nº1, 2º B
2710-089 Sintra – Lisboa

Viva
Investimento Total: 20.000 €
Direito de Entrada : 15.000 €
Royalties: 8% 1º ano
Taxa de Publicidade: 100 € 1º ano
Duração do Contrato: 5 anos
Ajuda a Financiar: Não
Dimensão mínima do Local: 50 m2
Requisitos do Local :
População mínima:
Zona de Expansão:

Contacto: Vivo Condomínios, SA
Av. Maria Helena Vieira da Silva, 38 -A (Alta de Lisboa)
1750-184 Lisboa

Charib
Investimento Total: Entre 20.000 € e 30.000€
Direito de Entrada : Depende do plano
Royalties: Depende do plano
Taxa de Publicidade: N
ãoDuração do Contrato: 5 anos
Ajuda a Financiar: Não
Dimensão mínima do Local: 50 m2
Requisitos do Local :
População mínima:
Zona de Expansão: Sim

Contacto: CHARIB – Gestão de Condomínios, Unipessoal, Lda.
Departamento de franchising
Estrada de Brito (EN 109), n.º 536
4410-206 S. Félix da Marinha
Portugal

Sigecon Condomínios (Brasil)

Investimento Total: R$ 70.000,00
Direito de Entrada : R$ 35.000,00
Royalties: 10%
Taxa de Publicidade: 2%
Duração do Contrato: 60 meses
Ajuda a Financiar: Não
Dimensão mínima do Local: A partir de 30m²
Requisitos do Local : Salas comerciais e lojas de rua
População mínima: 300.000
Zona de Expansão: Sudeste (PRIORITARIAMENTE)

Contacto: Sigecon Condomínios
AV Ademar de Barros, 566 Conj.705
São José dos Campos, SP
Fonte quanto às empresas: www.tomo.pt e www.tomo.com.br

Comentários

5 Respostas to “Guia para a abertura de uma empresa de gestão de condomínios em franchising”
  1. Helena Gomes diz:

    Pensei em avançar com negócio destes. Fui inclusivé a uma feira de franchsing, mas as condições que a empresa franchisadora me ofereceu não eram aceitáveis. Compreendo que queiram defender a marca, mas as exigências de controlo sobre o meu negócio com relatórios semanais e a obrigatoriedade de comprar todos os produtos a eles, de batas a cartões de visitas, achei inaceitável. Eles ño fundo ganham pelo direito de entrada, uma mensalidade e ainda querem ganhar por via dos acordos que têm com outros fornecedores e parceiros.

  2. Franscisco Soares diz:

    Não tenho experiência com o negócio em si, mas o meu condomínio é administrado por uma das empresas que comprou o frnchising à Loja do Condomínio e o apoio jurídico é péssimo. Vivo em Telheiras, Lisboa.

  3. João da Cunha Silva diz:

    O grande boom do negócio já foi chão que deu uvas. Por 5 euros por condómino por fracção quem está disponível a ser escravo dos outros 24 horas por dia 7 dias por semana?

  4. sandra trinta diz:

    boa tarde!é o seguinte, pretendo abrir em nome individual uma empresa de condominio! alguem me pode dar algumas dicas decomo funciona o ramo, e como fazer as coisas de forma legal!
    obrigado

  5. MaRIA diz:

    No meu prédio já tivemos duas empresas de condómios, as duas fecharam portas deixando-nos dividas, nem noes entregaram faturação e chaves.
    A ultima foi a Loja do condominio. Já fui administradora tres anos, e sempre correu bem, andei eu a poupar dinheiro para depois as empresas gastarem. Esta ultima empresa é melhor mas não pode fazer milagres, pois a maior parte não paga o condominio. Enfim!! Se nós não cuidamos do que é nosso, vão os outros faze-lo por nós?

Deixe a sua opinião

Contamos com a sua colaboração
Se pretender que a sua foto seja publicada obtenha já gratuitamente o seu gravatar!